Entre Lisboa e Budapeste – A Arte da Imagem e as Palavras da Poesia – A Fotografia de Boglárka Huszár e Poema de Pedro Assis Coimbra (III)

por Pedro Assis Coimbra

Deixam o coração aberto

Quando cantam a despedida
do pensamento ao vento
deixam o coração aberto
à fome do fogo à vida.

Deixam o silêncio sozinho
entre o abismo da saudade
e as cores forte do pinho
na chuva lenta da tempestade.

Das mil folhas lírios mil rostos
nada ficou para recordar
nas páginas brancas dos sentidos
nem na poesia da latitude solar.

Depois deste amor daquele fado
esqueci-me do que queria fazer.
Se pelo menos te tivesse dito
tudo o que sentia por ti
pouco precisava ter inventado.
Que poderei agora ainda dizer ?

In ” As Palavras do Fado” do livro “As Palavras que Ficaram”

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