Em tempo de pandemia republicado na Hungria Vakság (Ensaio sobre a Cegueira) de José Saramago. Tradução de Pál Ferenc

por LMn

Entre a ficção e a realidade: o que podemos e devemos aprender com Ensaio sobre a Cegueira, romance do escritor português José Saramago, publicado em 1995, e traduzido para húngaro por Pál Ferenc,tradutor e amigo pessoal de Saramago.

“A pior cegueira é a mental, que faz que com que não reconheçamos o que temos à frente”, escreveu José Saramago. Esperemos que esta máxima oriente as nossas ações durante não só este período mais negro da História, mas também no futuro.

“Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso”, afirmou José Saramago aquando da apresentação pública de Ensaio Sobre a Cegueira, no ano de 1995. O fator diferenciador da obra mencionada – baseada na epidemia da cegueira branca, inexplicável e sem cura – é o facto de o enredo se desenrolar num espaço temporal que pode decorrer ontem, hoje ou amanhã. De cariz visionário, volvidos 25 anos, relaciona-se intimamente com a pandemia de coronavírus que vivemos.

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