Eis uma breve nota cultural:

por Pál Ferenc

A 7 de Agosto, o escritor húngaro István Nemere está a preparar um recorde especial em honra dos Jogos Olímpicos. Apresentará um livro cada hora a partir das 10 da manhã de sábado nos Banhos do Castelo (Várfürdő) de Gyula, cidade no sul da Hungria, evento que o tornará, após 754 volumes publicados, um autor de 758 volumes de um momento para outro. István Nemere publicou o seu 750º livro em maio e desde então publicou mais oito volumes em três meses, tornando-se assim a autor mais publicado no mundo, atingindo um recorde parecido às tiragens dos livros mais editados e divulgados no mundo, como a Bíblia, o Dom Quixote, as aventuras de Harry Potter e outros.

István Nemere começou a sua carreira como escritor de romances detetivescos e de ficção científica, antes de passar aos romances históricos, esotéricos e românticos. Os seus romances mais recentes são ambientados em cenários exóticos, mas o romancista leva os leitores também para o mundo português em vários dos seus romances.

Partindo da hipótese  de que Colombo não era italiano mas português, descreve no seu romance Királyi vérvonal (’Linha de sangue real‘) que Colombo tinha estado na América antes de partir para a sua grande viagem de descoberta. Ele chegou à corte real espanhola como agente secreto do Rei de Portugal: tinha uma missão muito especial a cumprir. Outra reviravolta na história é que Colombo era o filho primogénito do Rei Ulászló que não morreu na batalha de Varna em 1444, mas continuou a viver e a vaguear, finalmente estabelecido na ilha da Madeira; assim sendo filho de um rei, chegou a ser grande explorador, o ‘Almirante dos Oceanos’, o primeiro vice-rei da América…

István Nemere também escreveu uma biografia em três volumes sobre Miklós Horthy, o governador da Hungria entre as duas guerras mundiais, que viveu em Portugal no final da sua vida. O terceiro volume do livro de István Nemere Viharban (‘Em tormenta‘)  é sobre os anos de Miklós Horthy em Portugal.

Eis as palavras que resumem o seu credo como escritor:

“Trabalho todos os dias, desde as cinco da manhã até às duas da tarde. Depois levo o cão para um passeio, leio os jornais, e à tarde ligo por vezes o computador pela segunda vez. Eu escrevo enquanto vivo e vivo enquanto escrevo”.

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