De Portugal à Rússia, passando pela Hungria. Como vai ser o Natal nos países europeus?

por LMn

A menos de um mês de celebrarmos a quadra natalícia, alguns governos europeus preveem manter algum tipo de restrições no Natal para evitar que o número de infeções dispare nos dias seguintes.

Enquanto se espera que uma vacina comece a ser distribuída no início do ano, uma das festividades que é celebrada com mais convívios está aí à porta e é preciso acautelar o aumento do risco de transmissão do vírus inerente a estas celebrações.

Conheça agora os planos que estão a ser definidos neste grupo de países europeus para o Natal:

Portugal

O primeiro-ministro, António Costa, já disse que ficaria “muito surpreendido” com o Natal sem estado de emergência. Isso significaria “que a evolução do combate à epidemia teria sido muito rápida”, justificou este sábado, em conferência de imprensa.

Costa ainda não antecipou as medidas para a época festiva que se aproxima. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já avisou para a possibilidade de uma terceira vaga e de serem implementados, ou renovados, mais estados de emergência.

Espanha

O governo espanhol vai restringir as reuniões no Natal a seis pessoas e quer implementar recolher obrigatório entre a 1h e as 6h da manhã, na véspera de Natal, dia 24, e também no Ano Novo, dia 31 de dezembro.

O Ministério da Saúde espanhol refere que nas reuniões familiares e sociais é recomendável “limitar a participação a membros que pertençam ao mesmo grupo de convivência”. “Caso haja um membro externo que não resida habitualmente, as reuniões serão de, no máximo, seis pessoas”.

No entanto, este limite pode ser ultrapassado se a família tiver, por exemplo, dez pessoas que já vivem juntas na mesma casa.

Itália

O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, baixou as expectativas de uma abertura geral no Natal e destacou que a liberdade de circulação no país para esse período só será possível se todas as regiões forem “zonas amarelas”, ou seja, com um risco de contágio menor.

Atualmente, a maior parte das regiões da Itália estão a vermelho, de alto risco, ou a laranja, de risco médio-alto, de acordo com o sistema de restrição de três níveis introduzido este mês.

O governo italiano está a estudar as restrições que serão aplicadas no período de Natal, que vão constar num novo decreto que entra em vigor no dia 4 de dezembro. “Será um Natal diferente e mais simples, em que teremos que evitar movimentos que não são essenciais”, antecipou Speranza.

Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai aliviar as medidas restritivas de combate à pandemia no Natal para facilitar as reuniões familiares, numa altura em que se anuncia um reforço de três mil milhões de libras para o serviço de saúde.

O alívio das restrições, confirmado por Downing Street, prevê uma pausa em algumas das limitações de cariz social entre 22 e 28 de dezembro. Numa tentativa de permitir algum tipo de normalidade na época natalícia, a medida que proíbe o ajuntamento de diferentes famílias dentro de casa será levantada.

O levantamento da restrição durante estes dias visa proporcionar um quadro formal e mais seguro para as pessoas se reunirem, pois teme-se que os britânicos desrespeitem as restrições impostas durante o período natalício.

Alemanha

O governo alemão acertou regras especiais para o Natal e o Ano Novo que contemplam a possibilidade de reuniões com até dez pessoas de diferentes famílias, não incluindo os menores de 14 anos, segundo a imprensa local.

Os primeiros-ministros regionais encontram-se esta quarta-feira com a chanceler alemã Angela Merkel para apresentar propostas em relação a possíveis medidas adicionais para reduzir o número de infeções. Os ministros concordam em estender o atual confinamento parcial até 20 de dezembro.

O objetivo é manter as restrições para que possam ser relaxadas entre 23 de dezembro e 1 de janeiro, durante os feriados de Natal e Ano Novo no país.

Bélgica

O debate sobre as restrições a serem cumpridas no Natal continua a ganhar espaço na Bélgica. O controlo dos surtos está a ir na direção certa, uma vez que o número de internados, de óbitos e a incidência cumulativa do vírus continua a baixar.

No entanto, o primeiro-ministro da Bélgica, Alexander de Croo, considera que “é preciso ter muito cuidado e limitar as férias”. “Também adoro o Natal e gostaria de poder estar com mais gente”, diz.

Um estudo recente realizado pela Universidade de Antuérpia, na Bélgica, mostra que quase 80% dos belgas não vão viajar durante a festividade. Além disso, um terço dos inquiridos  diz que vai celebrar a véspera de Natal com um círculo muito pequeno de pessoas.

Áustria

O governo austríaco alertou que as atuais medidas contra a covid-19, como o encerramento do comércio não essencial, aulas presenciais e restrição da circulação, poderiam ser estendidas depois de 7 de dezembro. O ministro da Saúde austríaco, Rudolf Anschober, avisou que depois dessa data “nem tudo será como antes” e tem reagido com prudência à redução das infeções diárias registadas nos últimos dias.

A Áustria está paralisada há 21 dias, com os estabelecimentos de restauração e lazer e  todo o comércio não essencial encerrado. O ensino à distância foi ativado e as deslocações foram restritas a quatro exceções: ir trabalhar, fazer compras, prestar auxílio e dar um passeio sanitário.

Rússia

A Rússia contabilizou 361 mortes e 25.173 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo de infeções diárias desde o início da pandemia, informaram as autoridades de saúde.

Apesar do aumento dos casos, o governo russo continua sem adotar restrições a nível nacional, como fez em março, embora o Ministério da Saúde tenha apelado às regiões para adotarem medidas restritivas específicas onde a situação é mais grave.

República Checa

A República Checa, que tem aproximadamente a mesma população que Portugal, registou 1509 casos nas últimas 24 horas – o número mais baixo desde 28 de setembro. O governo flexibilizou o toque de recolher desde segunda-feira e estendeu o horário das lojas essenciais, embora o regresso ao ensino presencial tenha sido adiado por mais uma semana.

O estado de emergência no país dura até 12 de dezembro. Até lá vai estar em vigor a restrição à circulação de pessoas, que só podem sair de casa com um motivo válido e devidamente justificado.

Espera-se o regresso à normalidade nas escolas e a reabertura de lojas, com regras de higiene rígidas, na próxima segunda-feira, dia 30 de novembro.

Hungria

A Hungria começou esta segunda-feira a realizar testes PCR em todos os funcionários de creches, escolas e institutos, bem como funcionários de lares de idosos. As autoridades esperam que a maioria dos trabalhadores participem na operação de testagem, que é voluntária.

O país prolongou o estado de emergência até 8 de fevereiro. As restrições, que incluem um recolher obrigatório entre as 20h e as 5h, proibição de reuniões e ainda a criação de cursos pela Internet para escolas de ensino médio e universidades, estavam originalmente programadas para terminar a 11 de dezembro.

Fonte: Mara Tribuna

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