De Budapeste ao Estoril Uma vontade indomável – Budapesttől Estorilig Töretlen akarattal

por LMn
O livro que (também foi publicado em inglês e norueguês) através da Família Hubay, que com o testemunho da vida vivida, conta uma parte decisiva da história da Hungria e da Europa antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial. É também a história do amor à vida, a capacidade de resistir com uma vontade indomável de uma antiga família aristocrata húngara, que se cruzou com rosas, primeiro uma rosa da noruega e depois com uma rosa portuguesa. A história de Jenő e Andor Hubay, das suas esposas, dos seus filhos e netos.

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Originalmente escrito em norueguês, foi traduzido do inglês para português por Manuela de Sousa Rama e para húngaro por Pál Ferenc.

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A Minha Cidade e Outras Histórias
Tributo aos Hubay

Há uns anos atrás por causa
do negócio das telecomunicações
de visita a Budapeste conheci László.

Português com cabelos brancos húngaros
mais que os meus de um húngaro que fala melhor
a língua de Camões que a língua do pai
apoiante convicto da monarquia
e origem na antiga aristocracia magyar.

Bem eu que nasci humilde numa pequena aldeia
do Ribatejo revolucionário quando jovem
ganhei o hábito de a 5 de outubro lhe esccrever
por e-mail Viva a República!

Racionalmente nenhuma premissa indicaria
mas é por não sermos blackberry computador
sem coração sem sentimentos e sem razão
que partilho uma bela amizade com o László.

Tributo aos Hubay:

Lembrar a porcelana antiga de saber
as saudades do pai peregrino da tarde
aceitar a sorte e o destino viver
dessa linda metáfora do vento norte.

A viagem do amor com final feliz
no fogo perene da neve do seu país.
E a paixão se fez rei se fez princesa
milagre de vida Ó rosa portuguesa!

De barcos e ilhas pátrias e mitos
campos de milho searas de trigo do pão
celeiro do império altar dos povos
mãos de pedra nas memórias da solidão.

Secreta a alegria na sedução primeira.
Sim na tentação da luz do vosso olhar!
Sabem há festa na quinta da ribeira
das acácias com junquilhos a cantar.

Diz aos filhos do jardim magiar
do palácio antigo da família junto ao rio
e leva a boa nova de ser deste povo
cantar neste mar os fados por inventar.

Pedro Assis Coimbra

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