Cutipol – Um projeto poético

por Dina Cardoso

Reconhecida internacionalmente pela elevada qualidade e elegância do design, a Cutipol tem na sua história o conhecimento profundo das cutelarias Portuguesas. É um sonho transmitido por várias gerações familiares. A atual oferta de peças de cozinha, mesa e decoração resulta do esforço contínuo de aperfeiçoamento, do espírito insaciável de inovação e da acumulação de todo o know-how adquirido ao longo dos tempos.

A arte das gerações: 50 anos a dar forma às ideias

José Ribeiro fundou oficialmente a Cutipol a 1 de abril de 1963, levando além-fronteiras a sólida herança da cutelaria portuguesa feita à mão.

O conhecimento de hoje remonta aos primórdios das cutelarias em Portugal, em particular na região do Minho, aquela que é considerada o epicentro da cutelaria nacional. Este saber vem dos nossos antepassados: o fundador da Cutipol aprendeu as primeiras técnicas na pequena fábrica do seu pai. Em 1950, criou a sua própria fábrica, que mais tarde se tornou na Cutipol.

Ao lado dos filhos, viajou pelo mundo à procura das máquinas e processos mais avançados. A sua esposa e cofundadora, Alice Marques, foi uma força vital ao negócio – responsável por toda a parte produtiva e desenvolvimento.

No início dos anos ’80, começou o processo mais intensivo de renovação da fábrica. Desde então, os filhos juntaram-se à equipa, modernizando processos, focando-se no design e potenciando a internacionalização.

Ainda assim, a perícia tradicional acompanha a inovação e desempenha um papel indispensável nos acabamentos. Os atuais 4.000m² de maquinaria aliam-se ao cuidado que só o olho humano e a experiência dos tempos são capazes de oferecer.

Todas as coleções são criadas a partir de recursos internos, projetados pela mão de José Joaquim Ribeiro, sempre com a funcionalidade e simplicidade em mente.

Os nossos refinados talheres e acessórios apresentam linhas finas e sóbrias agradáveis ao toque. A excelência da Cutipol é conhecida pela escolha dos materiais de alta qualidade e o foco nos detalhes.

É a simbiose perfeita entre a tecnologia mais sofisticada – algumas das quais desenvolvida dentro de portas – e a mão-de-obra especializada.

A Beleza da simplicidade

Detalhes que transformam utensílios quotidianos em obras de arte.

Diretamente da mão do artesão

Os artesãos de cutelaria foram acumulando labores, conhecimentos e sabedorias herdadas ao longo de diversas gerações.
A Cutipol conseguiu recuperar essa herança inscrevendo-a na criação de novos modelos e na permanência dos incontornáveis clássicos.

Sustentável e cheio de emoções

O aço inoxidável é conhecido pela sua força, durabilidade e resistência a manchas. Agradável ao toque, permite um design sóbrio e funcional de linhas apuradas.

Como se fazem as curvas de um faqueiro

Foi durante um voo da companhia de aviões privados Gulfstream que os reis da Jordânia conheceram os talheres da Cutipol. Espante-se: a empresa familiar portuguesa é o principal fornecedor de faqueiros do Palácio Real da Jordânia. Mas a rainha Rania não é a única fã dos garfos e facas portugueses, produzidos em Caldas de Taipas, perto de Guimarães, há três gerações. A companhia aérea de luxo foi uma “janela de oportunidade para muitos dos nossos melhores clientes”, conta David Ribeiro, administrador da empresa e um dos nove sócios. Ninguém sabe bem como nasceu o negócio: do empréstimo de quatro contos pedido por José Ribeiro (pai de David) a uma vizinha, às ajudas do sr. Braz, amigo da família, que trabalhava na área da distribuição, são muitas as histórias que se ouve em Caldas de Taipas, onde a fábrica da empresa foi construída. O nome Cutipol foi registado em 1964 e escolhido por José Ribeiro para que os ingleses o conseguissem pronunciar. Quase 50 anos depois, os herdeiros do negócio mantêm a exportação na lista dos principais objectivos da empresa. A Cutipol cresce entre 10% e 15% anualmente, em volume de exportações, sendo o mercado externo uma “aposta total” que representa 65% do volume de negócios da empresa. EUA, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Emirados Árabes Unidos são os principais destinos dos cerca de 150 mil talheres produzidos por mês, nos 35 modelos disponíveis.

O design dos faqueiros é, há 35 anos, da responsabilidade de José Joaquim Ribeiro, o terceiro filho dos fundadores da empresa. Na sua mesa de cabeceira não há livros: o designer da Cutipol usa-a para fazer o trabalho de casa. “Tenho um caderno onde desenho croquis de talheres e de máquinas, um por um. Quando tenho uma ideia não descanso enquanto não a ponho em papel”, conta. Em 1994, tentou mudar a imagem da marca. “Comecei a desenhar modelos que não existiam no mercado e criei o Manhatan”, conta José Joaquim. No ano seguinte, o modelo foi distinguido com o prémio do Centro Português de Design. A distinção marcou a viragem da empresa: a Cutipol, que até aí só vendia faqueiros para marcas como a Christofle , começou a ter linhas próprias e a ganhar clientes em todo o mundo. O recém-inaugurado hotel Ritz de Seul é um dos mais recentes, mas a lista é longa: Atlantis de Palm, no Dubai, Hilton em Hong Kong, e a cadeia de resorts de luxo Shangri-La são alguns dos principais clientes da empresa portuguesa, que também vende os faqueiros feitos em base de aço e níquel para alguns restaurantes distinguidos com duas e três estrelas Michelin.Com modelos disponíveis em quatro ligas diferentes (aço níquel, aço escovado, alpaca prateada – também conhecida por prata alemã – e pormenores a ouro), os faqueiros de 130 peças da Cutipol custam, em média, dois mil euros. Mas um modelo feito em prata maciça, o mais caro, pode chegar aos 10 mil euros.

Na fábrica de Caldas das Taipas trabalham 75 pessoas e nas três lojas da marca – em Lisboa, no Porto e em Guimarães -, mais nove. Vânia Ribeiro, a irmã mais nova, é a responsável pela escolha das peças expostas em cada loja. A marca tem trabalhado com ceramistas portugueses, de maneira “a abrir um espaço mais artístico, único e exclusivo”, mas o mercado português – onde a Cutipol não tem concorrência – é pequeno para escoar os faqueiros de alta gama da empresa, que pensa e desenha os produtos antes de construir as máquinas para os produzir. “Isso deixa-nos a imaginação livre para criarmos o que quisermos.”RETRATOA Cutipol foi fundada por José Ribeiro como Antinox e registada com o nome actual em 1964. Na fábrica, em Caldas de Taipas, Guimarães, trabalham 75 pessoas. A Cutipol tem três lojas: Lisboa, Porto e Guimarães. A empresa tem nove sócios: José Manuel, José Augusto, José Joaquim, David, Cristina, Sara, Alice, Paula e Vânia.

Fonte:

www.cutipol.pt

Dinheirovivo.pt

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