Conte um conto!: “História dos Sete Cabritinhos” – A hét kecskegida!

por Arnaldo Rivotti

O conto “Os Sete Cabritinhos” é um dos favoritos entre crianças de todas as idades. Tem ação, momentos alegres, outros tristes e mantém as crianças curiosas para saberem o seu desenlace. Escrito e tornado popular pelos famosos contadores de histórias irmãos Grimm, o conto Os Sete Cabritinhos ensina lições muito importantes às crianças: a importância de nunca confiarem em estranho e de não abrirem a porta de casa a nenhum estranho, por mais persuasivo que seja. Este conto faz também parte da coleção dos Contos Populares Húngaros recentemente promovidas a Hungarikum “património imaterial da Hungria”.

 

Era uma vez sete cabritinhos…

Era uma vez uma cabra que tinha sete cabritinhos, e viviam todos muito felizes numa bela casinha na orla de uma floresta. Um belo dia, a mãe cabra teve que ir à aldeia para comprar alimentos para a família. Porém antes de sair, recomendou aos seus sete cabritinhos:

– Tenho que ir  à aldeia comprar comida. Mas tomem muito cuidado com o lobo que é muito mau e perigoso. Por isso não lhe abram a porta. Se ele entrar aqui em casa, irá devorar-vos a todos. Tenham cuidado também porque por vezes ele disfarça-se. Mas podem reconhecê-lo porque ele tem uma voz voz áspera e os pés são muito pretos.

– Nós teremos muito cuidado e não abriremos a porta a  ninguém, mamã – prometeram os cabritinhos – Podes ir descansada.

Posto isto, a mãe cabra pôs-se a caminho da aldeia. Não demorou muito até baterem à porta. Quando os cabritinhos perguntaram quem era, responderam do lado de fora da porta:

– Abram a porta, meus filhinhos. Sou a vossa mãe e voltei com muitas guloseimas para vocês comerem!

No entanto, os cabritinhos perceberam logo que quem estava à porta não era a mãe, mas sim o lobo; a voz dele era áspera, muito diferente da da mãe cabra.

– Vai embora! – responderam os cabritinhos – Tu não és a nossa mãe! Ela tem uma voz doce, ao contrário da tua, que é áspera.

O lobo tenta enganar os sete cabritinhos

O lobo foi então a uma colmeia e pediu às abelhas meio litro de mel. Engoliu-o todo de um só trago. Após beber o mel, a voz do lobo ficou bastante mais suave. Voltou então rapidamente à casa da mãe cabra, bateu à porta e disse:

– Abram a porta, meus filhinhos. Sou a vossa mãe e voltei com muitas guloseimas para vocês comerem!

No entanto, os sete cabritinhos perceberam logo que quem estava à porta não era a mãe, mas sim o lobo; acontece que os seus pés pretos eram visíveis debaixo da porta.

– Vai embora! – responderam os sete cabritinhos – Tu não és a nossa mãe! Ela tem os és brancos, ao contrários dos teus que são pretos.

Muito aborrecido, o lobo foi embora, mas não tardou nada, teve uma nova ideia. Foi então à casa do moleiro e pediu-lhe um pouco de farinha. Desconfiado que era para uma das muitas maldades do lobo, o moleiro recusou dar-lhe a farinha. Porém, o logo arreganhou os dentes e ameaçou o moleiro de lhe arrancar o nariz se ele não lhe desse a farinha. O moleiro ficou cheio de medo, deu-lhe um saco de farinha e fechou-se em casa.

Os sete cabritinhos ficam em grandes sarilhos

Mais uma vez, o lobo bateu à porta da casa da mãe cabra e disse com uma voz de mel:

– Abram a porta, meus filhinhos. Sou a vossa mãe e voltei com muitas guloseimas para vocês comerem!

Os cabritinhos olharam para os pés do lobo que se viam debaixo da porta, que estavam brancos pois estavam cobertos de farinha. Abriram assim, a porta de imediato.

O lobo entrou a pôs-se a perseguir os sete cabritinhos por toda a casa. Como estavam apavorados, fugiram e esconderam-se em vários sítios da casa:

o mais velho debaixo da cama,

o segundo debaixo da mesa da cozinha,

o terceiro dentro do guarda-vestidos,

o quarto atrás das cortinas da sala,

o quinto debaixo da cadeira de baloiço da mãe cabra,

o sexto em cima do aparador

e finalmente, o mais novinho, dentro do relógio de pêndulo.

O lobo depressa encontrou todos e devorou-os de um só trago pois estava com muita fome. Todos, menos um. É que não conseguiu encontrar o cabritinho mais novo que, como vimos, estava escondido dentro do relógio.

A mãe cabra volta a casa

A mãe cabra voltou pouco tempo depois, com o cesto cheio de iguarias. Contudo, ao chegar a casa, deu com um espetáculo desolador: tudo desarrumado e nem sinal de qualquer um dos seus queridos filhinhos.

O mais novinho, apercebeu-se entretanto da chegada da mãe e saiu, muito a medo, de dentro do relógio. A mãe ouviu o relato do que tinha sucedido e ficou em lágrimas. No entanto, pegou no cabritinho mais novo e saiu à procura do lobo.

Foram dar com ele, a dormir, e com uma enorme barriga. Eram os seus queridos filhinhos. Pediu ao cabritinho mais novo que fosse buscar uma tesoura, agulha e linha de coser.

Quando o filho voltou com o que a mãe cabra tinha pedido, ela imediatamente abriu a barriga do lobo e, um a um, saíram os 6 cabritinhos, intactos, da barriga do lobo. É que o lobo, com tanta fome, nem os tinha mastigado!

A mãe cabra colocou então umas pedras dentro da barriga do lobo, coseu a barriga e foi embora. Quando o lobo acordou, sentia-se muito pesado e com sede. Aproximou-se de um poço e com o peso das pedras desequilibrou-se e caiu. Nunca mais ninguém o viu.

Os sete cabritinhos e a mãe cabra voltaram então para casa, a dançarem de contentes.

Fonte:

Mãe-Me-Quer – Gravidez, bebé, infância, parentalidade

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