Conte um conto!: “A Lebre e o Ouriço” – A mezei Nyúl és a Sündisznó!

por Arnaldo Rivotti

Os contos populares são narrativas, que vão passando de boca em boca, que vão sendo alteradas ou ampliadas à medida que vão sendo repetidas. Muitos deles vão-se mantendo vivos graças aos contadores de histórias. O conto “A Lebre e o Ouriço” é um conto de fadas dos irmãos Grimm. Esta história foi adaptada para uma curta animação da famosa série televisiva produzida na Hungria “Contos Populares Húngaros”.

A LEBRE E O OURIÇO

Um conto de fadas dos Irmãos Grimm

 

Esta história, meninos, vai parecer-vos mentirosa, contudo é verdadeira; contava-ma sempre o meu avô, que costumava dizer, toda a vez que a contava, com muita seriedade.
– Deve ser verdade, meu filho, do contrário não se poderia contá-la.
E os fatos que ele narrava são os seguintes:
Numa bela manhã de domingo, em pleno verão, precisamente quando as espigas estavam todas floridas, o sol brilhava no céu azul, a brisa matutina fazia ondular as searas, as cotovias cantavam pelo espaço, as abelhas zumbiam entre as espigas, o povo, em roupas domingueiras, se dirigia à igreja. Todas as criaturas estavam alegres e, assim também, o ouriço.
O ouriço estava diante da porta da casa, de braços cruzados; parado e absorto observava o ar límpido da manhã e trauteava uma cançãozinha nem melhor nem pior do que costumava cantar um ouriço numa bela manhã de domingo.
Enquanto ele assim cantava, ocorreu-lhe, repentinamente, que, como sua mulher estava lavando e vestindo os filhos, ele podia dar um passeiozinho no campo para ver como estavam os nabos. Os nabos cresciam num campo bem próximo de casa e ele costumava ir com a família comê-los, por isso considerava-os como seus.
Dito e feito. O ouriço fechou a porta atrás de si e encaminhou-se para o campo.
Não se distanciara muito da casa e, justamente, ia contornar a ameixeira em frente ao campo, quando encontrou a lebre que saía com idênticas intenções, isto é, com o fito de visitar os repolhos.
Assim que avistou a lebre, o ouriço deu-lhe amavelmente os bons-dias.
Mas a lebre, que se dava ares de importância, julgando-se uma fidalga, era tremendamente presunçosa; não correspondeu ao cumprimento e disse-lhe com um muxoxo de altivo desdém:
– Como é que tão cedo já percorres o campo?
– Vim dar um passeio, – disse o ouriço.
– Um passeio! – replicou zombeteira a lebre. Parece-me que poderias empregar as pernas para coisa melhor.
Tal resposta ofendeu profundamente o ouriço, o qual tolerava tudo, mas não admitia que falassem de suas pernas, porque as tinha tortas por natureza.
– Imaginas, porventura, – retorquiu ele azedo – que tuas pernas valem mais do que as minhas?
– Tenho certeza que sim! – respondeu a lebre.
– Pois vamos pôr isso à prova, – disse o ouriço, – aposto que, se fizéssemos uma corrida, eu sairia vencedor.
– Fazes-me rir; com essas tuas pernas tortas! – disse a lebre. Mas se o queres, se tens tanta vontade, assim seja. Quanto vale a aposta?
– Uma moeda de ouro e uma garrafa de aguardente, – respondeu o ouriço.
– Aceito! – respondeu a lebre – e podemos fazer a prova imediatamente.
– Não; não há tanta pressa assim! – disse o ouriço. – Eu ainda estou em jejum, vou primeiro até em casa comer alguma coisa e, dentro de meia hora, estarei de volta.
A lebre concordou e o ouriço afastou-se. No caminho, dizia de si para si: “A lebre fia-se nas suas longas pernas mas há de se haver comigo! É na verdade muito distinta, mas não passa de uma estúpida; vai receber uma boa lição.”
Ao chegar a casa, disse à sua mulher:
– Mulher, veste-te depressa; precisas vir comigo ao campo.
– O que sucedeu? – perguntou a mulher.
– Apostei com a lebre uma moeda de ouro e uma garrafa de aguardente: vamos fazer uma corrida e tu tens de me ajudar.
– Oh, meu Deus! – pôs-se a censurar a mulher, – Oh, homem, tu certamente perdeste a cabeça; estás louco? Como podes apostar corrida com a lebre?
– Cala-te, mulher, – disse o ouriço; – isso é comigo. Não metas o bedelho em negócios de homens. Veste-te e anda comigo!
Que podia fazer a mulher do ouriço? Teve de obedecer; quisesse-o ou não.
Puseram-se, juntos, a caminho e, então, disse o ouriço:
– Presta atenção ao que te vou dizer. Nós vamos correr naquele campo comprido. A lebre corre num sulco e eu noutro; partiremos de lá de cima. Tu não tens mais do que esconder-te no sulco aqui em baixo, e, quando a lebre chegar pelo outro sulco, na mesma direção, tu lhe gritarás: Já estou aqui!
Com isso, chegaram ao ponto marcado; o ouriço indicou à mulher o lugar em que se havia de esconder no sulco e subiu o campo. Quando chegou ao extremo deste, já lá encontrou a lebre.
– Podemos começar? – perguntou ela.
– Sem dúvida, – respondeu o ouriço.
– Então, a caminho!
E cada qual foi para o seu sulco. A lebre contou: Um, dois, três! e partiu como um relâmpago. O ouriço correu mais ou menos três passos, depois agachou-se no sulco e ficou quietinho.
Quando a lebre, em longas pernadas, chegou à outra extremidade do campo, a mulher do ouriço gritou-lhe:
– Já estou aqui!
A lebre, surpreendida e admirada, julgou ser o ouriço quem gritava, porque, como todos sabem, a mulher parece-se muito com ele. Mas ficou a pensar:
– Aqui há coisa! – e gritou:
– Corramos outra vez, em sentido inverso!
E saiu correndo como um raio, a ponto que as orelhas pareciam prestes a despegarse-lhe da cabeça. Enquanto isso, a mulher do ouriço ficou calmamente onde estava; e quando a lebre atingiu o extremo inicial do campo, o ouriço gritou-lhe:
– Já estou aqui!
A lebre, completamente fora de si pela raiva, gritou:
– Corramos outra vez; volte!
– Para mim é o mesmo! – respondeu o ouriço: – podemos continuar enquanto te aprouver.
Assim a lebre correu setenta e três vezes e o ouriço sempre ganhou. Sempre que a lebre chegava a uma ou outra extremidade do campo, o ouriço ou a mulher gritavam:
– Estou aqui!
Mas, à septuagésima quarta vez, a lebre não alcançou a meta. Estrebuchou, no meio do campo, botando sangue pela beca e expirou.
O ouriço pegou a moeda de ouro e a garrafa de aguardente que ganhara com a sua astúcia. Chamou a mulher para que saísse do sulco e voltaram ambos para casa muito satisfeitos. Se não morreram, certamente ainda estão vivos.
E assim foi que, no campo de nabos, o ouriço apostou corrida com a lebre e saiu vencedor; e, desde esse dia, nenhuma lebre quis jamais apostar com um ouriço.
A moral desta história é, em primeiro lugar, que ninguém, por mais importante que seja, deve permitir- se zombar de quem quer que seja, nem mesmo de um ouriço.
Em segundo lugar, ainda mais acertado quem se casa com pessoa de sua condição, que se assemelhe.
Portanto, quando se tratar de um ouriço, deve ter todo o cuidado em que a futura mulher seja uma ouriça, e assim por diante…

 

A mezei nyúl és a sündisznó (népmese)

Egyszer egy szép nyári napon künn a mezőn találkozott egy mezei nyúl egy sündisznóval. A mezei nyúl bosszantani kezdte a sündisznót. Azt mondja neki:

– Te sündisznó, ezekkel a horgas lábakkal hogy mersz te megindulni, hogy is tudsz te menni?

A sündisznó nem hagyta magát, visszavágott szóval:

– Én ezekkel a horgas lábaimmal jobban tudok futni, mint te azokkal az egyenesekkel!

Azt mondja a nyúl:

– Én azt nem hiszem.

– Na, ha nem hiszed, akkor fogadjuk le.

Hamar lefogadták. Csináltak egy nagy fogadást ketten. Mikor kész volt a fogadás, akkor azt kérdi a nyúl a sündisznótól:

– Na, mikor futunk?

Azt mondja a sündisznó:

– Holnap reggel, mikor a nyolcórás vonat megy.

Azt mondja a nyúl:

– Miért nem most?

– Azért, mert haza kell mennem, hogy egyek. Holnap reggel nyolc órakor ebbe a pontos helybe legyünk mind a ketten.

Na, a sündisznó hazament. Otthon a felesége várta az étellel. Miután megvacsoráztak, hát elmesélte a feleségének, ami történt:

-Ni te, én fogadtam a nyúllal, hogy én jobban tudok futni, mint ő.

Azt mondja a felesége neki:

– Ne szamárkodj, hát hogy tudnál te jobban futni, mint a nyúl?

– Hagyd csak el te, majd kiokoskodjuk!

Másnap reggel felkeltek, megreggeliztek, s kimentek a mezőre. De nem arra a föld végére mentek, ahol kellett, hogy találkozzanak a nyúllal, hanem a másik végére; ott a feleségét a sündisznó beállította az egyik barázdába. Azt mondta neki:

– Amikor a nyúl a másik barázdán ideér, akkor te jó előre kiálts: “Én már itt vagyok!”

Akkor a sündisznó elment a földnek a másik végére, a találkozott a nyúllal.

– Szervusz, nyúl koma!

– Szervusz, sündisznó koma!

– Eljöttél?

– Eljöttem!

– Na, hát futunk?

– Futunk.

– Na de hogy futunk, hogy jobb legyen? – kérdezte a mezei nyúl.

Azt mondta a sündisznó:

– Én futok az egyik barázdában s te a másikban. hogy ne akadályozza egyik a másikat a futásban.

– Helyes, jól van.

A nyúl megállott az egyik barázdában, a sündisznó a másikban.

Akkor a sündisznó azt mondta a nyúlnak:

– Én számolok egy-kettő-hármat, s mikor a hármat mondom, elrugaszkodom.

S a sündisznó olvasott:

– Egy, kettő, három!

Akkor mind a ketten nekirugaszkodtak, de a sündisznó csak kettőt ugrott, s lebújt a barázdába. De a másik sündisznó ott volt a másik végében a földnek, s mikor a nyúl odaérkezett, akkor rákiáltott:

– Én már itt vagyok!

Akkor azt mondja a nyúl:

– Nem volt jó, még egyszer futunk!

Akkor visszafordultak, s kezdtek visszafelé futni, de az a sündisznó is csak kettőt ugrott, s lebújt. A nyúl tőle telhetőleg futott, úgy, hogy annál jobban még nem futott soha. Mikor a föld végéhez érkezett, a másik sündisznó azt kiáltja:

– Én már itt vagyok!

– Nincs jól, még egyszer futunk!

Visszafele is megfutamodtak. A sündisznó lebújt, a nyúl pedog futott tőle telhetőleg. Mikor érkezett a másik végére a földnek, a másik sündisznó szintén kiáltja:

– Én már itt vagyok!

– Nincs jól – mondja a nyúl -, még egyszer futunk, negyedszer.

Na de a nagy futásban megreszketősült a nyúl lába, és a föld közepénél elesett, nem bírt továbbmenni. A sündisznók peidg lekacagták a nyulat, övék volt a nyereség. Hazamentek nagy kacagva, s máig is élnek, ha meg nem haltak.

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