Conserveira de Lisboa

por Dina Cardoso

Localizada na Baixa de Lisboa, desde 1930 na rua dos Bacalhoeiros, a atual loja mantém a traça inicial. Um local ainda à antiga, com coloridas prateleiras em madeira e um atendimento simpático e personalizado. O balcão principal, as prateleiras e o escritório não sofreram qualquer alteração, mantendo o estilo das lojas dos anos 30.

Não se podendo dizer com exatidão a data, pois a grande alteração da loja foi a selagem do tanque de salga de atum, que vinha tratado quer do Algarve, quer dos Açores. Na altura também se vendia avulso o atum salgado.

Nas outras áreas foram-se fazendo pequenas alterações, para melhor funcionamento da loja, incluindo a maior eficácia do trabalho das empapeladeiras e do funcionamento do balcão.

Foto: Público

Houve um trabalho subtil, mas que se reputa de grande importância, a recuperação dos anúncios em vidro e que refletem, nas suas frases, o tipo de publicidade dos anos 30.

A Conserveira de Lisboa teve na sua génese a Mercearia do Minho. Desde sempre esta mercearia se dedicou, prioritariamente, à venda de conservas, pois um dos sócios fundadores era armazenista deste produto.

Contudo a atividade comercial da Conserveira de Lisboa, como passou a ser designada a partir de 1942 foi-se mantendo, porque na altura tinha havido a visão de criar marcas registadas próprias. Das várias marcas registadas subsistiram três – Tricana, Prata do Mar e Minor. Mais recentemente foi também lançada a coleção “Música com Lata“.

Aqui vendem-se conservas de sardinha como todos os sabores: limão, caril, tomate, cravinho, entre outros. Para além dos clássicos de atum e sardinha, ganham destaque a ventresca de atum, as ovas de sardinha, as anchovas, o bacalhau, as lulas e o mexilhão. Para além da excelente qualidade do produto, a embalagem continua a ter os antigos rótulos, atualmente considerados vintage.

 

Por Dina Cardoso | LMn

 

Fonte: www.conserveiradelisboa.pt

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