Blue Danube Film Festival: Na categoria de documentários, a portuguesa Cristéle Alves Meira venceu com Invisível Herói.

por LMn

“O filme apresenta as circunstâncias peculiares da vida de pessoas cegas por meio de um homem fascinante. As situações documentais tiradas da vida real são misturadas de maneira estimulante com os elementos estilizados dos longas-metragens, e tudo isso fortalece a empatia do espetador com o protagonista.” – Gábor Gelencsér – Júri.

Cristèle Alves Meira é diretora de palco desde os 20 anos. Dirigiu Les Nègres and Splendid’s de Jean Genet, e depois Vénus de Suzan-Lori Parks, no prestigioso Théâtre de l’Athé-née-Louis Jouvet em Paris. Dirigiu em Cabo Verde o documentário Som & Morabeza (52 ’), no qual refletiu sobre as questões da imigração nos países africanos de língua portuguesa através do tema da música; e mais tarde através da juventude angolana e das suas realidades sociais, em Born in Luanda (26 ’). Desde 2008, Cristèle Alves Meira também realiza oficinas de palco para alunos e alunos do ensino fundamental, médio, sob a direção da Cena Nacional de Saint-Quentin en Yvelines. Depois de Sol Branco (vencedor do Prémio Qualidade do CNC 2015), Cristèle rodou a sua segunda curta-metragem, Campo de Víboras, novamente na zona de Trás-os-Montes (localizada no Nordeste de Portugal), em janeiro de 2016, que foi selecionada para a Cannes Critic’s Week 2016. Atualmente está a escever a sua primeira longa-metragem, Alma viva, desenvolvida na famosa escola FEMIS de Paris (seção Workshop de roteiro 2015).

Césares 2021

Filme de Cristèle Alves Meira é candidato a nomeação para prémios Césares

O filme ‘Invisível Herói’, da realizadora luso-francesa Cristèle Alves Meira, é candidato a uma nomeação para os prémios Césares de 2021, anunciou a Academia Francesa de Cinema.

‘Invisível Herói’ está entre os 24 filmes pré-selecionados para o César de Melhor Curta-Metragem, segundo a lista de obras escolhidas por um comité da academia.

Desta pré-seleção sairão os cinco filmes nomeados naquela categoria, para a 46.ª edição dos Césares.

‘Invisível Herói’, que aparenta um registo documental, mas é ficção, é protagonizado por Duarte, um homem de 50 anos, cego, que procura um amigo, Leandro, para quem compôs uma canção.

Quando o filme passou em 2019 na Semana da Crítica em Cannes, Cristèle Alves Meira contou à agência Lusa que fez esta curta-metragem por causa de Duarte Pina, um ator não profissional que conhecera quando fazia um ‘casting’ para a primeira longa-metragem de ficção.

“Queria fazer um documentário-retrato sobre ele, mas ele detesta biografias e sugeriu que introduzíssemos uma ficção. […] Estivemos a falar quase duas ou três horas, é muito curioso, gosta de teatro, de cinema, de artes, tem uma ligação intelectual muito forte”, recordou a realizadora.

A realizadora decidiu fazer uma ficção a meio caminho entre “um mundo imaginário e um mundo interior”, ancorada em coisas reais da vida de Duarte Pina, como a incapacidade visual, uma certa fragilidade física, mas também um sentido de humor e jovialidade particulares.

“Invisível Herói” teve estreia mundial em 2019 no festival IndieLisboa, e já soma vários prémios internacionais, entre os quais o de melhor filme europeu este ano no Festival de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand, em França, e o de melhor curta, no passado fim de semana, no Festival Internacional de Cinema de Liubliana.

Nascida em 1983 em Montreuil, Cristèle Alves Meira vive em Paris e tem raízes portuguesas entre Viana do Castelo e Trás-os-Montes, região à qual regressa várias vezes por ano para produzir azeite.

É lá que também pretende fazer a longa-metragem ‘Bruxa’, embora a produção tenha sido afetada pela covid-19.

A data da cerimónia dos Césares 2021 ainda não foi divulgada pela Academia Francesa de Cinema.

Fonte: Luzitán Muvek

LUSA

 

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