Ou talvez café (expresso) e bika que em húngaro é touro (bravio) e de novo e sempre as partidas, as surpresas da língua, quando queremos comparar, brincar, associar a língua portuguesa com a língua magyar…Os amigos húngaros que não conhecem a língua de Fernando Pessoa, pensando bem, até podem pensar que é “Bica” porque é “Bikaerős”…fujam, fujam!

Bica para um português é quase ½ vida, sobretudo para o lisboeta, o alfacinha (porque no Porto café é cimbalino.) mesmo para quem não sabe que essa coisa vem do “beba isto com açúcar” – Sim! “Bica” tem que se lhe diga…Para amansar o café negro forte (nem az erős Bika) a famosa “A Brasileira” de Lisboa lembrou-se de escrever… “Beba Isto Com Açúcar”. Mas se pedir um café também não fica por ser servido, seja onde for, até na terrinha mais escondida de Portugal.

Como o português fala depressa e gosta de comer palavras, as últimas letras…neste caso se come o “a” da Bica, fica “Bic”. A Bic era outra e antes de ser Bic foi Bich, francesa e europeia, mas antes ainda, foi a invenção que viajou nos anos 30, da Hungria até a Argentina, do inventor húngaro Biró László József e a sua caneta esferográfica revolucionária, que revolucionou a escrita, a forma de escrever mais depressa e sem “mata-borrão nem mata-cavalos”  como diz uma das irmãs da Canção de Lisboa (filme português de 1931) e do médico-fadista Vasco Santana)… mas aquela e esta já são outras histórias que por agora ficarão por contar.

Uma coisa tenho a certeza, seria um erro (e uma pena), estar, visitar Lisboa e não beber uma bica e comer um pastel de nata, e se estivermos por perto, então caminhamos mais um pouco e pedimos, bebemos uma bica e comemos um pastel de Belém…Bom apetite!

Print Friendly, PDF & Email

Também poderá gostar de

O nosso website utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Aceitar Ler Mais

Privacidade