Benfica. Luís Filipe Vieira foi detido

por LMn

Presidente do Benfica foi detido, juntamente com o filho, o empresário José António dos Santos e Bruno Macedo. Há suspeitas de crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento. MP investiga negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros.

O presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, o seu filho, Tiago Vieira e os empresários José António dos Santos (conhecido por “Rei dos Frangos”) e Bruno Macedo foram detidos esta quarta-feira, num processo coordenado pelo DCIAP e coadjuvado pela Autoridade Tributária e PSP que investiga a teia de negócios do líder do clube encarnado. Segundo o DICAP, investigam-se negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades.

As autoridades estão a realizar buscas por suspeitas de crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento. “Em causa estão factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente”, refere o Ministério Público.

A realização de buscas nas instalações da SAD do Benfica foi confirmada à Tribuna Expresso por fonte do clube do Luz e pela PSP e estão também estão a decorrer na casa do presidente do Benfica, em Algés, e no Novo Banco. Estão no terreno 66 inspetores tributários, quatro magistrados do Ministério Público, três Juízes de Instrução Criminal e 74 polícias da PSP, nove dos quais a exercerem funções no DCIAP.

Os arguidos detidos vão ser encaminhados para o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Moscavide, esta quarta-feira, onde deverão pernoitar, antes de serem alvo do primeiro interrogatório judicial por parte do juiz Carlos Alexandre. “Os detidos serão presentes, previsivelmente no decurso do dia de amanhã, a primeiro interrogatório judicial com vista à aplicação, considerando a gravidade dos crimes e as exigências cautelares, de medidas coação diferentes do termo de identidade e residência”, acrescenta o DCIAP.

Segundo fonte do processo, os arguidos detidos podem vir a ser interrogados esta sexta-feira ou então na próxima segunda-feira.

A operação está a ser coordenada pelo procurador Rosário Teixeira, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e pelo juiz de instrução Carlos Alexandre. Ambos estiveram à frente da Operação Marquês.

Segundo informações recolhidas pela Tribuna Expresso, também foi alvo de buscas o escritório da C2 Capital Partners, empresa liderada por Nuno Gaioso Ribeiro (antigo vice-presidente do Benfica). Essas buscas, ao que foi possível apurar, visam recolher documentação sobre o fundo FIAE, veículo gerido pela C2 e para o qual foram transmitidos muitos dos ativos da Promovalor (controlada por Luís Filipe Vieira) no quadro de uma reestruturação de dívida ao Novo Banco. Até ao momento não houve constituição de arguidos nesta ação na C2, em Lisboa.

O “Sol” avança que as buscas estão relacionadas com o processo “Monte Branco”. Já a “Sic Notícas” revela que em causa está a venda de 25% da SAD do Benfica a um empresário.

Fonte: Tribuna Expresso

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