BdP: Exportações de turismo ainda vão continuar abaixo da pré-pandemia em 2023

por LMn

O Banco de Portugal prevê que as exportações de bens e serviços reduzem-se 20,1% este ano e recuperam até 2023, com um crescimentos de 9,2% em 2021, 12,9% em 2022 e 6,7% em 2023.

As exportações de turismo vão começar a recuperar, mas em 2023 ainda vão continuar abaixo dos níveis registados em 2019. As estimativas são do Banco de Portugal (BdP) e estão em linha com as projeções também divulgadas o mesmo passado por Bruxelas.

No boletim económico de dezembro, publicado esta segunda-feira, o regulador antecipa uma recuperação mais lenta das exportações, quando comparado com outros componentes do PIB, devido à evolução dos fluxos de turismo. O BdP prevê que as exportações de bens e serviços reduzem-se 20,1% este ano e recuperam até 2023, com um crescimentos de 9,2% em 2021, 12,9% em 2022 e 6,7% em 2023.Em 2020, as exportações do turismo representa mais de metade da redução das exportações totais, com as exportações a terem um contributo (líquido do respetivo conteúdo importado) de -5,5 pp para a redução de 8,1% do PIB.

“A hipótese de relativo controlo da pandemia nos principais parceiros comerciais a partir do segundo trimestre de 2021 traduz-se num crescimento da procura externa dirigida à economia portuguesa em 2021-23”, refere o BdP, que adverte, contudo, que “a dissipação mais lenta das medidas de distanciamento social aliada à manutenção de alguma incerteza atrasam a recuperação das exportações de serviços, em particular, dos fuxos de turismo e serviços relacionados”.

Neste sentido, o boletim prevê que o contributo da componente de turismo para a variação das exportações totais “será ainda marginalmente negativo em 2021” (-0,8 pp), aumentando para 7,4 pp em 2022 e situando-se em 3,2 pp em 2023.

“A possibilidade de uma redução das viagens de negócios nos próximos anos constitui um risco em baixa para a evolução dos setores exportadores de serviços”, explica, pelo que em 2023 “as exportações de turismo encontram-se ainda abaixo de 2019”.

Ânia Ataíde Jornal Económico

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