Algarve: Banhos islâmicos de Loulé e Casa Senhorial dos Barreto

por Dina Cardoso
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No período islâmico, Loulé (al-Ulya) foi um dos principais centros administrativos do atual território algarvio e uma das localidades mais exaltadas pelos geógrafos árabes. O que resta do castelo e da cerca urbana de Loulé, classificado como Monumento Nacional, atesta a importância que teve no contexto islâmico, quer pelas dimensões da cerca muralhada (os 5 hectares de área amuralhada de Loulé representam o mais extenso aglomerado urbano de época islâmica sem contacto direto com o mar), quer pela relevância artística e arqueológica dos materiais identificados, que testemunham uma intensa ocupação da medina de Loulé desde o séc. X.

No espaço da medina destaque para a magnífica torre de planta quadrangular, hoje a torre sineira da igreja de São Clemente, mas que, na origem, foi o minarete da mesquita maior de al-Ulya – um dos pouco minaretes ainda existentes em Portugal.

Dentro do perímetro amuralhado, encontramos os banhos islâmicos de época islâmica almóada, construídos provavelmente no séc. XII. Os banhos islâmicos (hammam) de Loulé, musealizados desde 28 de maio de 2022, pertencem ao Museu Municipal de Loulé, e são um dos mais relevantes testemunhos do legado islâmico em Portugal. Do hammam foi identificada a planta total do edifício, embora a musealização só tenha contemplado a parte correspondente às três salas do banho: a sala quente, a sala tépida e a sala fria. A musealização e interpretação do espaço contribui para uma melhor compreensão da sociedade islâmica, recordando o hammam não só como local de higiene, mas também de purificação e sociabilidade.

Os Banhos, espaços fundamentais nas cidades islâmicas, têm em Loulé um exemplar único em território nacional, pelo seu estado de conservação e obra de valorização museológica.

Fonte: https://museudeloule.pt/

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