A Semana (A Hét) – O Euro finalmente! Amanhã Hungria-Portugal

por András Gellei

Com um ano e um dia de atraso, devido às consequências da pandemia, chegou finalmente a hora do Euro 2020. Desde a passada sexta-feira, com o jogo inaugural Turquia-Itália, é o futebol que tem a primazia, é a bola que domina os temas de conversa entre muita boa gente.

Eriksen. As melhoras rápidas Campeão!

Uma primeira nota ”discreta”, dentro do contexto mais autêntico do futebol, como competição para se jogar, ganhar e ao mesmo tempo saber manter os valores, as prioridades da vida, do desporto e do humanismo – Depois de sábado à noite sabemos que, aconteça o que acontecer até 11 de julho, o grande vencedor do Euro 2020, antes de tudo e de todos, tem um nome: Eriksen. A estrela maior da seleção dinamarquesa. As melhoras rápidas Campeão!

Euro 2020

Como a grande maioria já sabe, pela primeira vez na história do campeonato europeu de futebol, é jogado não num só país (ou 2 países como já aconteceu), mas na modalidade em que os 51 jogos da competição foram distribuídos por 11 cidades. Uma delas, a nossa bela capital, a Hungria, com o seu magnífico novo estádio, o Puskás Aréna, construído em especial para receber os 4 jogos do Euro 2020.

Puskás Aréna com lotação esgotada

O Puskás Aréna vai ser o único, entre todos os estádios do Euro 2020, com a lotação ocupada a 100% , ou seja mais de 68 mil espectadores, vão estar nas bancadas, a esmagadora maioria, húngaros. A vacinação até agora realizada, com 55% da população adulta vacinada, dos quais mais de 40% já com a vacinação completa, é o suporte, onde se assenta o argumentário do governo, por este “unikum” de só nós termos casa cheia.  Não é surpreendente esta situação, sabemos que Viktor Orbán não é apenas Primeiro-Ministro da Hungria, mas  é também Primeiro-Adepto do Futebol Húngaro.

Independentemente do que cada um de nós pense sobre a situação política na Hungria e sobre o Orbán, sejamos francos, seria uma pena ter um estádio novinho em folha, tão bonito, como é o caso do Puskás Arena, sem público ou quase às moscas.

A confiança da Hungria na Seleção

A Seleção da Hungria que não perdeu nos últimos 11 jogos realizados, conta com 7 vitórias e 4 empates (perdeu a última vez em 6 de setembro de 2020 com a Rússia para a Liga das Nações), está muito confiante para o jogo com a Seleção de Portugal. Confiam muito na tática que o selecionador Marco Rossi vai apresentar amanhã, confiam na defesa  de ”granito”, de um canto que acabe em golo e sobretudo no décimo segundo jogador, os 60 mil de húngaros que vão levar a equipa à vitória.

Nas palavras dos nossos jogadores, assim como nas sondagens feitas junto dos adeptos,  sente-se uma grande confiança, “se há jogo que podemos ganhar, é sem dúvida o primeiro contra os portugueses”. As boas memórias do jogo entre as duas seleções em Lyon em 2016  com 3-3 mas a Hungria  mais perto da vitória e o primeiro lugar no grupo, continua muito presente entre nós.

O próprio Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro Péter Szijjártó afirmou recentemente que “O que pode fazer a diferença para o nosso lado é jogar em casa e dos 69 mil espectadores, 60.000 húngaros a apoiar a equipa”, recordando que os jogadores de futebol “já não estão habituados” a partidas com público, muito menos casa cheia, após mais de um ano de restrições devido à pandemia.

O Arquitecto do Puskás Aréna e Portugal

Uma nota muito curiosa neste contexto luso-magyar tão especial. Skardelli György, o famoso Arquitecto Húngaro, que entre outras grandes obras emblemática de Budapeste, projetou o Puskás Arena, mesmo que quisesse, não poderia estar muito longe do mundo da lusofonia, porque deve ouvir a língua de Camões frequentemente em casa. A esposa de Skardelli György, a Magdi como é conhecida, é uma conhecida “militante da lusofonia” e Professora de Português.

 

András Gellei, 13 de junho de 2021

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