A Hungria emitiu 55.000 autorizações de residência a nacionais de países terceiros em 2020

por LMn

A Hungria emitiu 54.835 autorizações de residência a cidadãos de países terceiros no ano passado, a maioria delas a cidadãos de dez países, de acordo com dados do Eurostat. Em comparação com os países vizinhos da UE, o número de cidadãos ucranianos, chineses e sul-coreanos a quem foram concedidas autorizações de residência é particularmente elevado, sendo provável que muitos deles trabalhem como trabalhadores convidados nas fábricas de empresas multinacionais encontradas em toda a Hungria. Isto é indicado pelo facto de quase 60% dos documentos emitidos serem concedidos para trabalho e apenas 16% para educação.

O Eurostat publicou o seu último conjunto de dados sobre as estatísticas do ano passado sobre autorizações de residência emitidas por países individuais da UE. Em 2020, cerca de 2,2 milhões de autorizações foram emitidas na União Europeia a países terceiros (menos 706.000 do que em 2019), o primeiro decréscimo observado na tendência ascendente desde 2012. Segundo o Eurostat, a principal razão para o declínio é a pandemia da COVID-19 e as restrições administrativas e de viagem impostas. A Polónia emitiu mais de um quarto das autorizações (598.000), a Alemanha 313.000, e a Espanha 312.000, (14-14% do total). O único aumento do número total de autorizações emitidas em 2020 em comparação com 2019 foi registado na Lituânia, onde o número de admissões temporárias aumentou de 21.400 para 22.500 (5%). Por outro lado, a maior diminuição foi registada na República Checa, onde o número de autorizações diminuiu 54% de 117.000 para 54.000.

No total, a Hungria emitiu 54.835 autorizações a cidadãos extracomunitários no ano passado, três quartos das quais a residentes de apenas dez países. 20.744 cidadãos ucranianos receberam autorizações de residência (37,8%), 6.000 foram concedidas a chineses (incluindo Hong Kong, 10,9%), pouco mais de 3.000 a vietnamitas (5,5%) e pouco mais de 2.000 a sérvios e sul-coreanos (3,8-3,8%). Foram também concedidas mais de 1.000 autorizações a turcos, indianos, pessoas dos Estados Unidos, e russos.

A Hungria concede igualmente autorizações de residência a um número excecionalmente elevado de cidadãos ucranianos, chineses, sul-coreanos e indianos, em comparação com os países vizinhos da UE. Enquanto no ano passado a Hungria permitiu que 20.744 ucranianos (presumivelmente incluindo muitos húngaros a viver na Ucrânia) permanecessem no país, o número foi de 258 na Eslovénia, 512 na Roménia, 1.192 na Áustria, 1.614 na Croácia, e 10.017 na Eslováquia. Contudo, a Ucrânia tem uma minoria húngara, contando mais de 150.000 pessoas, de acordo com o último censo (2001).

O mesmo número para os cidadãos chineses residentes na Hungria é de 5.998, comparado com 140 na Eslováquia, 176 na Eslovénia, 430 na Croácia, 431 na Roménia, e 632 na Áustria.

Entretanto, foram concedidas autorizações de trabalho temporárias a 2.063 cidadãos sul-coreanos (presumivelmente relacionadas com as fábricas de baterias e de borracha sul-coreanas encontradas na Hungria) ou outras razões na Hungria. Em contrapartida, 19 sul-coreanos receberam tais documentos na Eslovénia, 30 na Croácia, 46 na Roménia, 167 na Áustria, e 203 na Eslováquia. É importante salientar que os laços económicos entre a Hungria e a Coreia do Sul são muito fortes, sendo o país do Extremo Oriente o maior investidor estrangeiro na Hungria em 2019.

A Hungria é também o líder regional no número de autorizações de residência concedidas aos indianos, com 1.569 pessoas autorizadas a viajar para a Hungria nesta base no ano passado. A Eslovénia concedeu residência temporária a 57, Eslováquia 147, Croácia 614, Áustria 803, e Roménia 1.401 cidadãos indianos.

Das autorizações concedidas na Hungria, o emprego foi a principal razão, com 58%, 16% foi relacionado com a educação, de quinze em quinze por razões familiares, e uma em cada cinco por outras razões.

 

Fonte: HungaryToday

Ilustração fotográfica em destaque por György Varga/MTI

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