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Brasil: EBC lança novo site de rádios

No mês em que o rádio celebra 100 anos no Brasil e no Dia Nacional do Rádio, comemorado neste domingo (25), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lança a nova versão do site EBC Rádios . Disponível no endereço radios.ebc.com.br , a plataforma digital traz uma experiência diferenciada de consumo de áudio na internet.

Com visual mais leve, navegação intuitiva e novas funcionalidades, a página site destaca os conteúdos de áudio das Rádios MEC Nacional como protagonistas da página. O objetivo é oferecer um site mais moderno, onde o público pode escutar os conteúdos on demand , na hora e no local que quiser.

O presidente da EBC, Glen Valente, conta que a novidade está alinhada à estratégia de intensificar a atuação digital das rádios. “Agora, os usuários podem acessar os conteúdos em áudio produzidos pelas Rádio Nacional MEC em um só lugar. A ideia é melhorar cada vez mais a experiência do nosso público e fortalecer as nossas emissoras.”

Ao navegar na plataforma, os internautas conseguem acompanhar a programação das emissoras ao vivo, ouvir a íntegra ou trechos dos programas favoritos gravados, ou mesmo acessar playlists podcasts.

Entre as principais mudanças do EBC Rádios está a disposição mais clara das informações. Outras inovações são a navegação pelo conteúdo oferecido através de categorias específicas, como ‘música’, ‘cultura’, ‘educação’, entre outras. O novo site também oferece uma seção de conteúdos mais acessados e playlists temáticas disponíveis para compartilhamento.

Para resgatar os conteúdos da antiga página, basta acessar o endereço  memoria.ebc.com.br  . Lá o público pode localizar as informações desejadas através da ferramenta de busca. .

Como sintonizar a Rádio MEC

Rio de Janeiro : FM 99,3 MHz e AM 800 kHz

Belo Horizonte: FM 87,1 MHz

Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz

Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3

WhatsApp:

– Rádio Nacional FM: [ callto:(61)%2099989-1201 | (61) 99989-1201 ]

– Rádio Nacional AM: [ callto:(61)%2099674-1536 | (61) 99674-1536 ]

– Rádio Nacional da Amazônia: [ callto:(61)%2099674-1568 | (61) 99674-1568 ]

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

Rio de Janeiro : FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

São Paulo: FM 87,1 MHz

Recife: FM 87,1 MHz

São Luís: FM 93,7 MHz

Amazonas: 11.780KHz e 6.180KHz OC

Alto Solimões: FM 96,1 MHz




Novo centro convida a experiência imersiva na história de Faro e da Ria Formosa

Um novo centro de conhecimento multimédia na zona histórica de Faro está a convidar os visitantes a mergulhar numa experiência imersiva na história da cidade e da Ria Formosa, desvendando também os segredos da dieta mediterrânica.

Inaugurado no verão, o Faro Story Spot não só conta a história da capital algarvia, recuando ao tempo do Império Romano e ‘viajando’ até aos dias de hoje, como dá a conhecer a biodiversidade da Ria Formosa e, no final, ainda senta os visitantes à mesa de uma típica taberna.

A casa do século XVIII onde se encontra o centro, no Largo da Sé, em plena zona histórica, a poucos metros da ria, era provavelmente uma venda ou taberna, conhecida como Taberna da Pepa, onde pescadores e mariscadores vendiam os seus produtos e conviviam na volta da faina.

Com uma localização privilegiada, o espaço surgiu depois de ter sido identificada por vários agentes locais a necessidade de alargar a oferta turística na cidade, muito vocacionada para a praia e os passeios de barco na Ria Formosa.

“Fizemos sessões de cocriação com a Universidade do Algarve, agentes culturais, empresas de turismo, entre outros, e a maioria sugeriu criar algo que aliasse a animação turística à vertente cultural”, disse à Lusa o diretor da empresa promotora do espaço, João Amaro.

Segundo o responsável, depois de visitas a vários espaços, chegou-se ao conceito do Faro Story Spot, um centro multimédia que apresenta “de forma divertida e leve” a história da cidade, da ria que a circunda e também da dieta mediterrânica.

Apesar de o projeto ter começado a ser delineado em 2018, alguns contratempos na obra, para além da pandemia de covid-19, atrasaram a sua execução, tendo apenas sido possível inaugurar o espaço durante este verão, explicou.

À chegada, os visitantes são recebidos pelo Zé do Mar, que desfia momentos marcantes da cidade, passando pela presença dos romanos, muçulmanos e, mais tarde, dos judeus, que instalaram em Faro a primeira oficina tipográfica portuguesa e aí fizeram a primeira impressão de um livro no país, o “Pentateuco”.

A elevação de Faro a cidade, em 1540, o ataque das tropas inglesas, em 1596 – que saquearam a cidade e levaram consigo o único exemplar conhecido do “Pentateuco”, atualmente em exposição na British Library, em Londres, no Reino Unido –, assim como a destruição causada pelo terramoto de 1755 são outras das estórias relatadas.

Os visitantes são depois convidados a seguir para a próxima sala, onde o cavalo-marinho animado Marino fala sobre as características e origem da Ria Formosa, assim como da sua fauna e flora e dos produtos e negócios que gera.

Além de a ria já ter albergado a maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo, que atualmente se encontra em declínio, havendo projetos para a sua preservação, ainda possui a única comunidade residente em Portugal de camaleões, uma espécie igualmente ameaçada e alvo de proteção.

A última sala recria uma taberna, convidando as pessoas a sentarem-se à mesa para saber mais sobre a dieta mediterrânica, pois apesar de Portugal não ser banhado pelo Mediterrâneo tem na sua gastronomia e hábitos a marca deste antigo modo de vida.

As paredes da ‘taberna’ estão revestidas a cobre, azulejo, cortiça e palhinha, entre outros materiais típicos da região, nos quais os visitantes são convidados a tocar.

Após completar a visita, que dura cerca de 35 minutos – podendo entrar oito pessoas a cada meia hora -, é possível usufruir de uma degustação de pão, azeite e vinho.

O preço dos bilhetes para o público em geral (adultos) oscila entre os 16 euros (apenas a visita), os 23 euros (visita e degustação) e os 30 euros (visita e ‘brunch’).Existem preços especiais para crianças, famílias, estudantes e residentes.

O investimento total rondou os 650 mil euros, tendo o projeto sido financiado em cerca de 150 mil euros por fundos comunitários concedidos ao abrigo do Programa Operacional Mar 2020.

MAD // MLS




Líderes Húngaros Felicitam Giorgia Meloni

Giorgia Meloni e os seus irmãos de Itália (FdI) são os vencedores claros das eleições italianas realizadas no domingo. Os seus aliados húngaros foram rápidos a reagir e a oferecer o seu apoio.

Segundo os resultados preliminares disponíveis na segunda-feira de manhã, a coligação centro-direita recebeu 44,11% dos votos, dos quais o FdI obteve 26,22%, o centro-esquerda recebeu 26,13%, o Movimento Cinco Estrelas (M5S) 15,39%, Ação (Azione) e Itália Viva (IV) juntos 7,78%.

As comparações de Giorgia Meloni com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e as críticas às suas políticas têm sido um tema diário na imprensa italiana durante a campanha, com políticos de esquerda e liberais a acusar Meloni de prosseguir políticas semelhantes. Uma recente alteração da lei sobre o aborto na Hungria foi também um tema central.

Viktor Orbán e o seu partido Fidesz desenvolveram uma forte cooperação com o FdI. O Primeiro-Ministro húngaro teve várias reuniões com Meloni e Salvini, tendo este último inclusive formado uma aliança contra a migração ilegal durante o tempo de Salvini como Ministro do Interior. Orbán proferiu também um discurso num grande comício do FdI em Roma.

As relações entre o terceiro partido de centro-direita, Forza Italia, e o Fidesz têm sido tradicionalmente boas; até ao ano passado eram membros da mesma família partidária, o Partido Popular Europeu. No entanto, durante a campanha, o líder da Forza Italia e ex-Primeiro Ministro Silvio Berlusconi não mencionou o Primeiro-Ministro húngaro como um modelo desejável a seguir, ao contrário dos seus aliados Salvini e Meloni.

Desde as eleições parlamentares realizadas no domingo, os parceiros húngaro e italiano trocaram múltiplas mensagens e cartas, Bertalan Havasi, chefe de imprensa do primeiro-ministro, disse à agência noticiosa húngara MTI. Viktor Orbán escreveu a Giorgia Meloni que o sucesso do partido Fratelli d’Italia é uma vitória dos valores que “constituem a própria base da nossa cooperação e amizade”. Segundo Havasi, o primeiro-ministro também fez referência à guerra na Ucrânia: na sua opinião, durante um período tão desafiante, as parcerias previsíveis estão a ganhar especial significado. “Anseio pela nossa futura cooperação no interesse da preservação da paz dos nossos países e da Europa, do relançamento da economia europeia e do alívio da crise energética”, escreveu Viktor Orbán a Meloni.

Fonte: HungaryToday




Szijjártó: a Hungria não apoiará nada que ponha direta ou indiretamente em risco a construção da central nuclear de Paks

A Hungria não apoia nada que ponha direta ou indiretamente em risco a construção da central nuclear de Paks, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro Péter Szijjártó aos meios de comunicação públicos húngaros na segunda-feira.

O político falava na sessão plenária da Assembleia Geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) em Viena. Salientou que enquanto a União Europeia caminha para a recessão, está a enfrentar problemas muito sérios de fornecimento de energia e não existe mercado energético. Os preços da energia estão atualmente a disparar, enquanto as cadeias de abastecimento no Oriente e no Ocidente estão quebradas. Nesta situação, a energia nuclear está a tornar-se cada vez mais importante.

Sublinhou a necessidade de deixar claro que sem energia nuclear não há aprovisionamento energético seguro, não há energia a preços acessíveis na Europa. As capacidades da energia nuclear reduzem a dependência num ambiente totalmente dependente de energia. Por conseguinte, pode dizer-se que a capacidade da energia nuclear é igual à “nossa soberania”.

A Hungria tem uma experiência muito positiva de mais de 40 anos na utilização da energia nuclear, “Esta forma de produção de energia é barata, sustentável, sem a qual seria impensável alcançar os nossos objetivos desejados”, disse ele.

É bem conhecido que a União Europeia impôs sanções devido à guerra, mas o primeiro pacote de sanções tornou muito claro que a energia nuclear não está coberta. Infelizmente, algumas pessoas na União Europeia, indo além do que se espera, estão a colocar várias barreiras ao investimento nuclear”, acrescentou ele.

Szijjártó disse que deve ficar claro que consideraremos todas as medidas de Bruxelas, autoridades nacionais de exportação, operações bancárias europeias que impeçam a construção das nossas centrais nucleares, o que consideramos um ataque à nossa soberania. Vemos a questão da segurança do aprovisionamento energético como uma questão de soberania”, acrescentou ele.

A Hungria decidiu construir uma central nuclear para assegurar o seu aprovisionamento energético. Os dois novos reatores irão satisfazer os mais elevados padrões de segurança. Szijjártó disse que a Áustria é vizinha da Hungria, e só por essa razão temos de prestar atenção à segurança. Trata-se de um projeto internacional liderado pela Rosatom, mas também envolvendo empresas americanas, francesas e alemãs, incluindo subempreiteiros.

O ministro acrescentou que o projeto recebeu a licença final de construção. Espera-se que os primeiros elementos de betão sejam colocados no próximo Outono. Prevê-se que a instalação esteja operacional em 2030. O investimento irá poupar ao país 70 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano.

O Sr. Szijjártó salientou que “temos o direito de construir esta central elétrica, quanto mais não seja porque o cabaz energético é uma questão de soberania nacional”. Não existem sanções da UE sobre a energia nuclear, recordou ele. Por conseguinte, bloquear tais investimentos constitui uma violação das regras da UE. Também à luz da crise energética, a Hungria apresentou um pedido para prolongar a vida útil dos seus atuais reatores nucleares. “Esperamos que as instituições da UE considerem isto objetivamente, sem qualquer abordagem ideológica ou política.




Apesar da chuva, o nível da água do Lago Balaton é devastadoramente baixo

Apesar da chuva, o nível da água do Lago Balaton baixou: a situação ainda não atingiu os históricos 37 centímetros, mas continua a ser uma visão dramática, informou sonline.hu.

Referindo-se aos dados do vizugy.hu, o jornal escreve que o nível da água do Lago Balaton é atualmente de 69 centímetros, enquanto que o nível da água no medidor em Siofok era de 72 centímetros, o que representa uma queda significativa mesmo em comparação com os 78 centímetros registados no final de Agosto.

O fenómeno também é interessante porque no último mês quase 100 mm de chuva caíram na zona de Balaton, mas apesar disso, ainda se podem ver ilhas de areia perto da costa em Balatonlelle e Boglár.

Recorde-se que no Verão houve também exemplos de um concerto planeado na água a ser deslocada da margem sul para a margem norte devido ao baixo nível da água, uma vez que o palco aquático não teria sido seguro em tão pouca água.

O nível da água do lago está a desenvolver-se dramaticamente, segundo os especialistas, mas podemos esperar uma reposição sob a forma de chuva nas próximas semanas.

 

Ver Vídeo

 

https://videa.hu/videok/sonline/emberek-vlogok/ilyen-alacsony-balaton-vizallasa-szeptemberben-g1Tg1B4NQKZCszzc?start=10.519951

 

Original aqui




Portugal “não se pode fechar” à vontade crescente dos franceses de se mudarem

Cerca de 20% dos franceses estão dispostos a mudar-se para Portugal, segundo um estudo da OpinionWay, e o Governo explica que o país não se pode fechar ao investimento estrangeiro.

O estudo foi realizado para o Salão do Imobiliário e do Turismo de Portugal em Paris, que abriu hoje de manhã, vai já na sua 9.ª edição e traz à capital francesa imobiliárias portuguesas, gabinetes de advogados internacionais e regiões portuguesas que querem mostrar as suas ofertas junto dos franceses que tenham interesse em se instalar em Portugal.

O salão decorre em setembro devido à covid-19 e à guerra na Ucrânia.

“Este ano deveria ter acontecido em maio, mas com a covid tivemos muitas reticências em fazê-lo porque não queríamos um problema de saúde pública. Depois houve a guerra, portanto, duas vezes parecia que seria o fim do mundo. Perante o contexto, acho que não nos saímos muito mal”, explicou Marc Laufer, presidente do Salão do Imobiliário e do Turismo de Portugal em Paris, em declarações à agência Lusa.

Numa altura em que os preços do imobiliário disparam em Portugal e se torna difícil para as famílias portuguesas adquirirem casa, o secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, defende que a economia portuguesa deve permanecer aberta ao investimento estrangeiro que gera riqueza para o país.

“O imobiliário está, como tudo, a sofrer o impacto da situação completamente anormal que estamos a viver. […] Não nos podemos fechar e precisamos de estar integrados numa economia aberta, europeia e atlântica. Nós atraímos pessoas e investimento para Portugal que, por sua vez, criam empregos que beneficiam os portugueses, com negócios que pagam impostos e permitem todas as políticas públicas”, declarou o governante.

Bernardo Ivo Cruz declarou ainda que tanto o Governo como as autarquias estão mobilizados para resolver o problema do alojamento em Portugal, havendo “um grande programa de investimento em imobiliário e construção e revitalização do arrendamento”.

Para o secretário de Estado, o perfil das pessoas que se mudam para Portugal também está a mudar, contribuindo para o desenvolvimento do país.

“Nós queremos atrair bom investimento para Portugal, um investimento estruturante que crie emprego e os franceses que estão a ir agora para Portugal pertencem a uma nova geração, são franceses mais novos, com filhos, que se instalam [no país] para trabalhar, gerar riqueza e criar as suas famílias”, explicou.

Num estudo feito junto a cerca de 1.000 franceses, cerca de 20% respondeu que poderiam efetivamente viver em Portugal caso tivessem um emprego que lhes permitisse trabalhar em teletrabalho.

Quanto às razões, o ‘bon vivre’, ou a qualidade de vida, é o que mais atrai os franceses, tal como o custo de vida, o clima, o preço das casas e a segurança.

Num clima de incerteza com o aumento geral dos preços e a guerra na Europa, estas características parecem tornar-se ainda mais atrativas para os franceses.

“Se queremos mudar de país, ao menos que seja para um país simpático, e quando eu tive de escolher, estava entre Portugal e a Polónia e não foi difícil escolher. É um movimento que se vai acelerando tendo em conta as diferentes eleições nos países europeus, Portugal é um país muito estável politicamente e isso atrai as pessoas. Dizem que há 80 mil franceses em Portugal, mas eu acho que são muitos mais”, indicou Marc Laufer.

Estas são vantagens que a região de Leiria quer fazer valer, estando presente neste certame, com um espaço dedicado onde mostra as valências das cidades desta região do país.

“É a primeira vez que participamos neste evento e o objetivo é tentar apresentar a região nas diversas áreas passíveis de investimento, seja o turismo, seja novas empresas, apresentando o que temos, as nossas condições e o que oferecemos para tentar suscitar o investimento não só da diáspora, mas também dos franceses”, declarou o presidente da Câmara Municipal da Batalha, Raul Miguel de Castro.

O investimento dos emigrantes, especialmente da comunidade portuguesa instalada em França, continua a ser também uma das prioridades para Portugal.

“É sempre uma boa altura para o emigrantes investirem em Portugal. Eu tenho tido muitas conversas e muitas reuniões com a nossa comunidade espalhada por todo o mundo e há uma vontade muito grande de todos de investir. Desde os grandes investimentos até aos pequenos investimentos nas aldeias de onde as pessoas saíram e todos eles são muito importantes”, concluiu Bernardo Ivo Cruz.

CYF // EA




Portugal na frente na diretiva sobre plásticos de uso único

Portugal é dos poucos países da União Europeia que implementou corretamente a diretiva sobre Plásticos de Uso Único, indica um relatório divulgado pela organização europeia Rethink Plastic Alliance.

Portugal é dos poucos países da União Europeia (UE) que implementou corretamente a diretiva sobre Plásticos de Uso Único, indica um relatório divulgado pela organização europeia Rethink Plastic Alliance (RPA).

A RPA é uma aliança de organizações não-governamentais europeias, que representa milhares de grupos e cidadãos de todos os Estados membros, faz parte do movimento global Break Free From Plastic, que junta mais de 2.000 grupos e milhões de cidadãos em todo o mundo.

No documento, Portugal, Chipre, Dinamarca, Irlanda, Franca, Grécia, Letónia, Luxemburgo e Suécia são os países mais bem posicionados.

O relatório foi hoje divulgado pela associação ambientalista Zero, que nota em comunicado, citando o documento, que partes da diretiva ainda não foram transpostas, e diz que é fundamental garantir uma plena implementação das medidas que já foram transpostas.

“Portugal está no pelotão da frente porque já transpôs grande parte” da diretiva e propôs até medidas bastante ambiciosas, por exemplo, em termos de redução de copos de bebidas e embalagens de plástico para ´take away´ (redução de 80% até final de 2026 e de 90% até 2030, tendo por referência os valores de 2022), diz o comunicado da Zero.

A associação lembra ainda que na área do “take away”, passou a ser obrigatória a disponibilização de soluções reutilizáveis a partir de janeiro de 2024.

No relatório nota-se também que Portugal integrou na legislação medidas referentes à proibição de utilização de sacos de plástico para pão, frutas e legumes a partir de junho de 2023, com obrigatoriedade de pagamento das alternativas não reutilizáveis.

Mas a Zero adianta que nesta, como em outras legislações, “o grande desafio para Portugal passa pela implementação”, e acrescenta: “Medidas ambiciosas em legislação não são uma novidade. A novidade será conseguir implementá-las de forma eficaz”.

A Zero diz que desde 2018 que Portugal tem legislação que prevê a entrada em funcionamento de um sistema de depósito com retorno para embalagens de uso único de bebidas de plástico, vidro e metal em janeiro de 2022, algo que não aconteceu ainda, um “sinal claro da incapacidade política do anterior e do atual Governo para implementar um sistema fundamental para o cumprimento de algumas das obrigações da diretiva”.

A Zero observa ainda que o relatório valoriza os objetivos de redução ambiciosos de Portugal, mas nota depois que tal “não irá implicar necessariamente uma redução no número total de copos e recipientes para alimentos usados no país, mas antes uma transição para outros materiais, não necessariamente melhores do ponto de vista do ambiente e mesmo da saúde humana”.

A diretiva foi aprovada em julho de 2019 pelo Parlamento Europeu e o Conselho, com prazo para transposição de dois anos (julho de 2021). Em Portugal, a diretiva foi parcialmente transposta em setembro de 2021, um atraso justificado pelo Governo com a pandemia de covid-19.

FP // HB




O meu nome foi lido na Catedral de Santiago!

O Caminho de Csaba Ujvári, professor do Liceu Franciscano em Szentendre

Cada pessoa persegue um desejo diferente no Caminho de Santiago. Mas têm uma coisa em comum: todos eles procuram alguma forma de autorenovação. Durante os quase 1000 quilómetros de percurso e 40 dias de caminho, os rituais da peregrinação aprofundam e reforçam a vontade, e tornam uma pessoa capaz de levar uma vida mudada uma vez chegado a casa.

Já chegou a casa uma nova pessoa?

Não, e sim. O Caminho de Santiago é um caminho de cura, esclarecimento, paz, compreensão internacional e amor. Esta experiência, assim como o esforço físico e os rituais – queimar as roupas usadas e a missa festiva na catedral – formam a pessoa.

Desde o início, com o meu companheiro, planeámos queimar as nossas roupas velhas e vestir as novas, como selo de renovação, à chegada ao destino final, Finisterra – uma extensão do Caminho de Santiago, a ponta mais ocidental do continente europeu. Este tornou-se um evento emocionante. Na nossa peregrinação de 40 dias, foi o único dia sombrio. No nevoeiro, sob o céu nublado, percorremos os últimos quilómetros. Em todo o lado estava escrito: “Proibido atear fogo!”. O que fazer agora? Havia poucas pessoas por perto, por isso decidimos continuar o nosso plano e começámos um pequeno incêndio, as nossas T-shirts e sapatos gastos acabando nas chamas.

De repente, alguém parou atrás de nós. Olhámos para cima com entusiasmo. Em vez dos temidos polícias, dois homens estavam ali parados: austríacos. Na alegria de conhecer os vizinhos, abraçámo-nos. Eles queriam juntar-se a nós, e puseram as suas T-shirts na fogueira. Os húngaros rebeldes e os austríacos que seguiam as regras. Logo apareceram os italianos, depois os alemães. Vimos que o fogo ainda podia exceder o tamanho aceitável e despedimo-nos do grupo. O ritual queimou: soltar, interpretar, e mudar.

Como se celebrou o final, a chegada a Santiago?

A grande chegada a Santiago de Compostela foi uma celebração de alegria. Algumas pessoas que percorreram o caminho juntas encontraram-se de vez em quando, abraçando-se umas às outras – muitas delas tinham lágrimas nos olhos. Os rituais em Santiago de Compostela, celebrando a superação das dificuldades, aprofundam o que surge no homem no caminho. Peregrinos encheram a catedral, celebrando juntos em adoração. Foi um verdadeiro júbilo. No início da missa, para acolher os fiéis, foi lida uma lista dos peregrinos que tinham chegado. Durante esta leitura, foi também mencionada a nacionalidade. Ouvir os nomes traz lágrimas aos olhos. No final é ainda um ritual único, depois vem o Botafumeiro, talvez o maior queimador de incenso do mundo, o emblema da catedral. O queimador de incenso de 53 kg de peso e 1,50 m de altura é deslocado da cúpula central por seis homens. O cheiro do incenso e o canto do padre enchem a catedral. Tudo isto é um símbolo de oração e purificação espiritual: “Como uma oferenda de fumo, a minha oração ergue-se diante de vós”.

Com que tipo de perguntas se propôs na sua viagem? O que o levou a fazer uma peregrinação?

Aventura, desafio físico e mental, os limites da própria resiliência, e troca de influências culturais, mas no início inconscientemente muitas questões de auto-descoberta pessoal e de descoberta profissional. Senti que tinha de me dar um tempo livre. Dou aulas na escola secundária franciscana em Szentendre. Como professor, tinha terminado o primeiro ano com uma nova turma. Encontrava-me num ponto de viragem profissional. Estava a envelhecer, as crianças eram diferentes. Não deviam ser conduzidas em nenhuma direção em particular, queriam ser elas próprias a decidir sobre tudo. Sentia-me inseguro, cheguei a um ponto em que não sabia como continuar. No caminho, tive tempo para pensar sobre o que fazer. O homem avança, surgem constantemente questões, e toda a vida está lá nos pensamentos. Fiquei comovido com a pergunta, como posso melhorar o meu trabalho, o que devo mudar para melhorar a minha vida. Tive tempo para pensar e para abraçar realmente o que encontrei como resposta. Todas as resoluções receberam um fundamento firme.

Como é que se organizou para a peregrinação?

Comecei a viagem com dois amigos. Conhecíamo-nos bem, durante anos cantamos no mesmo coro. Durante quarenta dias, pusemo-nos à disposição. Escolhemos o Caminho Francês, a rota de peregrinação mais percorrida. Chama-se o Caminho de Santiago. O seu ponto de partida é em St.Jean-Pied-de-Port, no lado francês dos Pirenéus. Em 34 etapas, diariamente 20-25 quilómetros até Santiago, de lá mais 100 até Finisterra. Em St. Jean-Pied-de-Port registámo-nos e recebemos os passaportes dos peregrinos, assim como uma brochura informativa. Tivemos assim uma visão geral do caminho. A partir daí, começámos.

Quarenta dias a pé. Caminhar, comer, dormir, e recomeçar tudo de novo. Que efeito é que isso tem nas pessoas?

Todos os dias começamos cedo, e já experimentamos o nascer do sol no caminho. Levou-nos cerca de seis horas para a secção diária. Foi por isso que tivemos de manter o ritmo para chegar ao início da tarde, de modo a garantir o nosso alojamento. Quarenta dias com o caminho. Uma experiência de unicidade. Eu sou pelo caminho, o caminho é para mim, o objetivo é o próprio caminho. Floresta, prado, campo, estrada de terra, caminho de montanha, rota de trânsito, às vezes para cima, às vezes para baixo, através de aldeias, cidades. O caminho, o tempo, e o grande desprendimento. Fui capaz de interpretar a minha história de vida e tomar resoluções para mudar. O caminho moldou-me. Estas experiências são momentos irrepetíveis na minha vida. Caminho é a oportunidade de explorar paisagens únicas e experimentar o ar, a natureza, e o vento, e pode-se encontrar Deus ao longo do caminho. O modo de vida simples, o ritmo simples, e a desaceleração dão força e atitude para encontrar um novo eu.

Será que o corpo se acostuma à carga de trabalho?

O caminho começa com um grande prelúdio. Parte-se da pequena cidade de St. Jean-Pied-de-Port, na fronteira francesa, subindo acentuadamente, sobre os Pirenéus, de 200 metros até 1400, de modo a chegar à pequena cidade espanhola, Roncesvalles. Às cinco da manhã, começámos. Com grande excitação, estamos finalmente a caminho. Sempre de pé, em breve em nuvens. Tudo o que podíamos ver era o caminho à nossa frente. Estava agradavelmente frio. Bonito. Com o primeiro balanço, chegámos a tempo. Passámos o batismo de fogo. Olhando para trás, percebi que cada dia era mais fácil. Partimos e corremos as horas, mais e mais quilómetros estavam atrás de nós. Mas o céu nem sempre era azul. As nossas pernas sentiam o caminho, por vezes experimentávamos fraquezas, e também havia baixas. Havia dias quentes, e sol ininterrupto, mas tínhamos de ir em frente. Para mim é característico que eu nunca desista, sou muito disciplinado. Algumas coisas cansam-me ao ponto de exaustão, mas continuo. Caminhar esticou as minhas forças, mas eu não sofri. Orgulho-me de ter feito o Caminho, mas não exagero o meu desempenho.

Como foram os pontos baixos?

Tanto emocional como fisicamente, tínhamos de nos provar a nós próprios. Havia um trecho chamado deserto. Uma planície sem fim, nada por 16 quilómetros, sol incessante vindo de cima. Corremos e fugimos. Tudo já estava a doer. Nada podia ser visto, estávamos no fim das nossas forças quando vimos o sinal de Hontanas de 1 quilómetro afixado. Esperança de que chegaríamos, mas também dúvida, pois não havia nada à distância. Passados dez minutos, numa pequena bacia, a pequena aldeia encontrava-se numa encosta íngreme. Experimentei um grande alívio.

Mas o mais difícil foi quando tive uma intoxicação alimentar. Aconteceu após a nossa chegada a um mosteiro. Uma guitarra estava a tocar, e as pessoas cantavam – um humor alegre deu-nos as boas-vindas. Juntámo-nos a nós, e depois participámos no jantar. De repente, senti-me doente e corri para a casa de banho. Uma hora depois já estava com febre, sentia-me infinitamente fraco, pelo que não pudemos continuar no dia seguinte. Passei o dia deitado na cama, e na manhã seguinte tivemos de continuar a caminhada. Quase não tinha forças, de cem em cem metros tinha de me sentar. Descansei durante alguns minutos, e depois continuei. Lentamente a minha condição regressou. Compreendi que a cabeça decide o que se pode suportar. Continuei, e à noite alcancei o meu objetivo.

Como foi com os conhecidos?

É muito valioso que pessoas desconhecidas para mim se tornem companheiras de certas secções. Houve muitos encontros com pessoas que me impressionaram profundamente. As inibições caem muito, muito rapidamente no Caminho de Santiago. As pessoas falam umas com as outras, as pessoas estão lá umas para as outras, e mostram abertura e vontade de ajudar. Conhecemos vários húngaros, mas também outras nacionalidades: Noruegueses, suíços, austríacos, finlandeses, até mesmo australianos entraram em conversa connosco. Foi sempre um grande prazer reencontrar alguém. Tivemos a oportunidade de ter conversas profundas e curativas. O caminho levou-nos um ao outro. Estes conhecidos trouxeram-nos uma compreensão mais profunda da vida e deram-nos experiências que nos ajudaram a alargar os nossos horizontes.

Também pudemos experimentar a hospitalidade dos habitantes locais. Uma vez um padre franciscano foi nosso anfitrião. Quando soube que vínhamos de uma escola franciscana e que podíamos até tocar piano, fomos servidos como reis. Pudemos experimentar o poder da comunidade. Nunca o esquecerei. O Caminho de Santiago foi para mim acima de tudo uma coisa: uma confirmação e um encorajamento.

Entrevista: Ungarn Heute 

Imagem e fotos em destaque via Csaba Ujvári