10 de junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

por LMn
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No dia 10 de junho celebra-se em Portugal o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Este dia, feriado nacional, é uma homenagem ao grande poeta Luís Vaz de Camões, autor d´Os Lusíadas, a maior obra épica de Portugal, que faleceu no dia 10 de junho de 1580.

A cada ano, uma cidade é escolhida como sede das comemorações, onde o Presidente da República marca a sua presença.

Em 2023, a sede das comemorações é a cidade do Peso da Régua. As celebrações se estendem às comunidades portuguesas na África do Sul.

No Museu do Douro, a partir das 20:00, decorrerá a apresentação de cumprimentos do corpo diplomático acreditado em Portugal ao Presidente da República, local onde se juntará o primeiro-ministro, António Costa, para um ‘cocktail’ e “animação cultural representativa da região”.

De seguida, pelas 21:30, no mesmo local, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa vão assistir a um concerto comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, aberto à população, pela orquestra Ligeira do Exército.

O programa do dia termina com um fogo-de-artifício comemorativo, a partir do Rio Douro.

No sábado, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, os dois governantes vão participar na cerimónia militar comemorativa, que contará com a tradicional intervenção do chefe de Estado e comendante supremo das Forças Armadas e do presidente da comissão organizadora das celebrações, enólogo João Nicolau de Almeida.

Este ano, as comemorações do Dia de Portugal começaram no dia 05 na África do Sul e terminam em Portugal, no Peso da Régua, distrito de Vila Real, onde terá lugar a cerimónia militar do 10 de Junho.

O atual modelo de duplas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foi lançado por Marcelo Rebelo de Sousa no ano da sua posse, 2016, em articulação com o primeiro-ministro, António Costa.

Em território português, tem lugar uma cerimónia de caráter mais solene e militar, que associa o 10 de Junho às Forças Armadas. No estrangeiro, a data é festejada junto de emigrantes portugueses e lusodescendentes, aos quais o chefe de Estado se refere como fazendo parte do “território espiritual” da nação.

Em 2020 e 2021, este modelo foi interrompido devido à pandemia de covid-19, e só houve cerimónias em território nacional. Em 2022, por motivos de saúde, António Costa não participou nas cerimónias do 10 de Junho, que se realizaram em Braga e Londres.

Já em 2016 o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foi celebrado entre Lisboa e Paris, em 2017 entre o Porto e o Brasil, em 2018 entre os Açores e os Estados Unidos da América e em 2019 entre Portalegre e Cabo Verde.

Muitas atividades, como desfiles, demonstrações militares e entregas de medalhas de mérito, fazem parte do programa do Dia de Portugal em todo o país.

Anualmente são distinguidas novas individualidades pelo seu trabalho em nome da nação.

História do Dia de Portugal

Durante o regime ditatorial do Estado Novo, o dia 10 de junho era celebrado como o “Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses”.

O Estado Novo ocorreu no período entre 1933 até à Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974.

Após 25 de abril de 1974, a celebração do dia 10 de junho passou a prestar homenagem a Portugal, a Camões e às comunidades portuguesas.

 

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